Big Data e Marketing Politico – marketing para campanhas eleitorais

Numa semana interessante do ponto de vista das implicações do “Big Data” no marketing, aproveitamos para partilhar alguns pontos de vista e considerações no assunto das aplicações de Data Insights em campanhas de marketing, nomeadamente no que diz respeito a marketing político.

Esta semana no Reino Unido esteve em foco uma empresa envolvida em controvérsias, falamos pois claro da Cambridge Analytica e dos métodos questionáveis que a imprensa divulgou.

Fundamentos e Conceitos de Marketing Online

Não vamos fazer do assunto um bicho de sete cabeças, na verdade já há muitos anos que se fala no uso de dados pessoais segmentados para propósitos de marketing, e muitos produto e empresas mantém um modelo de negocio dependente da agregação de dados para providenciar uma experiência personalizada para o utente, nomeadamente a Google, que só consegue fazer o método legitimo através de encriptação de dados que eles alegam que só as suas aplicações conseguem ler, e não os seus trabalhadores, outras empresas como a Apple sempre apresentaram uma atitude defensiva em relação aos dados dos seus utentes. Não vamos fazer de tais atitudes idealismo ou altruísmo, trata-se de negocio acima de tudo e a confiança dos utilizadores e absolutamente necessária para a expansão do uso dos seus produtos. Claro que tais posturas não escapam ao escrutínio do publico, em particular com temas como o programa Prism, que facilitava acesso a uso de utentes pela parte de autoridades governamentais, e e interessante notar que se tais controvérsias se levantam também se abatem com boas campanhas de PR, parece ate que os utilizadores em geral baixam o seu critério pessoal passado algum tempo(e marketing) no que diz respeito a proteção dos seus dados pessoais, em contraste com outros tempos em que o utilizador típico de plataformas online tipo BBS ou IRC viviam por entre alcunhas e pseudónimos para protegerem as suas identidades, afinal nos anos 90 a percentagem de utentes da Internet era provavelmente na sua maioria mais especializada em temas técnicos, e a Internet eram uma paisagem populada por alter-egos mais do que “personas”, a partir do fim dos anos 90 mais e mais os utentes trocavam a sua privacidade por um serviço melhor, e usar plataformas como o Gmail gratuitamente parecia pelo menos em principio uma troca justa por alguns elementos de privacidade, um modelo em grande parte também desenvolvido pela Amazon que pôs muito foco em oferecer uma experiência personalizada.

Passadas décadas, começou-se a ouvir falar de desvio de informação(data breach) por diversas razoes que incluíam desde fracas medidas de proteção ate alegações de controlo das tecnologias de encriptação de dados. Pela primeira vez as acusações de Hacking não estavam limitadas a criminosos, ate agências governamentais de grandes potencias estão pelo menos na consciência global suspeitas de infringir as regras que regulam a privacidade dos membros do publico.

Big Data – Marketing Politico

Falamos no entanto de Big Data, ou dados volumosos e compreensivos que permitem com as ferramentas e procedimentos certos ser postos em bom uso para legitimamente oferecer uma experiência de melhor qualidade para o utente em termos de personalização baseada no que esses dados definem como importante para o individuo que acarretam pois claro benefícios para os marketers que agora podem pelo menos em principio gerir melhor o seu orçamento com a segmentação de interesses nas plataformas de publicidade online como a Adwords, Facebook Ads etc.

Marketing Político – Marketing para Campanhas Eleitorais etc.

A controvérsia com a Cambridge Analytics foi em grande parte investigada por alguns jornalistas como a Carole Cadwalladr que a certa altura se apercebeu de que a função Google Autocomplete parecia ter sido influenciada no que diz respeito a sugestões que são produzidas pela plataforma para ajudar o utente a encontrar sugestões de pesquisa relevante, como pode ler neste artigo que na altura estava sujeito a queixas legais da parte da Cambridge Analytica(https://www.theguardian.com/technology/2017/may/07/the-great-british-brexit-robbery-hijacked-democracy) e SCL Elections Limited, que eram ambas ligadas a alguns nomes em comum como Robert Mercer e outros, empresas que estavam ligadas a campanhas eleitorais controversas como a Brexit(Vote Leave etc.) e as eleições presidenciais Norte Americanas.

Empresas de Marketing Político para Campanhas Eleitorais e Referendos

Mas não vamos desenvolver muito mais nos nomes e redes de empresas em questão, nem Tao pouco nas alegadas infrações de leis que governam dados pessoais, que agora também envolvem as partes que forneceram os dados como a Facebook, pode ler mais em: http://www.bbc.co.uk/news/uk-43480978 para se inteirar mais do assunto, nesta semana em que o próprios Mark Zuckerberg foi convocado para prestar declarações no parlamento Britânico: http://www.bbc.co.uk/news/uk-43474760, mas não vamos Tao pouco apresentar uma formula concreta em como “ganhar eleições” embora não tenhamos duvidas que muitas firmas de marketing digital vão aproveitar a moda para se promoverem.

Não e simples explicar o sucesso das campanhas políticas em que Cambridge Analytica em poucas palavras, temos de ter em contas algumas das acusações de chantagem e afins que põe a empresa ainda mais em foco. se bem que não temos duvidas que no que diz respeito as campanhas o uso correto assim como a interpretação dos dados para segmentar as audiências mais influenciáveis foi chave ate certo ponto, não vamos esquecer que o Sr Mercer e um cientista de informática de renome, e ate certo ponto podemos especular que isso fez certamente parte da proposição de venda dos serviços das empresas associadas, afinal num mundo de “Gurus” cada vez mais expostos a imagem de um cientista oferece mais credibilidade, de resto cabe-lhe a si decidir se as actividade alegadamente ilegais que as firmas em questão eram uma salvaguarda ou complemento para assegurar os resultados. Talvez nunca se possa medir ate haver “leaks” que iluminem mais a perceção do publico, mas o que e certo e que os princípios do marketing no que diz respeito a quantificação e atribuição parecem ser Tao ambíguos neste caso como em tudo o mais, talvez o sucesso dessas empresas seja devido a terem produzido as suas campanhas como todas as campanhas deviam ser com o auxilio de um tesouro de dados analisados e segmentados por indivíduos bem qualificados para o fazer bem melhor que qualquer desses Gurus do Marketing Digital.

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